Wednesday, October 02, 2019

Para inaugurar o meu blog, vou colocar um, "dialogo" que tive com um amigo do trabalho, por e-mail. Ele mandou para um grupo de colegas, uma poesia se passando pelo deus Thor, e como era uma ao desprezo dos homens pela morte da sua amada, entrei na onda do personagem e respondi em nome da humanidade, só que alguns ficou "chateada" por ele ter colocado o seu nome no grupo, então tivemos que cancelar o debate, mais vale pelo que foi escrito, e se alguns de vocês desejarem incrementar o debate seria interessante.

Existem certas verdades que, de tão óbvias, muitas vezes escapam à consciência dos homens.
Em todas as religiões e mitologias do mundo, podemos verificar sempre a presença de dois elementos fundamentais: o Princípio do Amor e o Princípio da Força (ou Poder).
O homem sempre admirou estes princípios, pois percebeu desde o começo da civilização que são eles que norteiam a sua vida e o próprio Universo. Freud dizia que são duas as grandes motivações humanas: o desejo afetivo‑sexual (amor) e o desejo de ser grande (poder).
O que podemos entender por Amor? Amor é tudo aquilo que colabora para o bem‑estar espiritual do homem. São derivados do Amor: a fraternidade, a amizade, a afetividade, a sexualidade, a reprodução, o casamento, a espiritualidade, a mística, a bondade, a arte etc.
O Princípio da Força é tudo aquilo que colabora com o bem‑estar material do homem: a ambição, o heroísmo, o trabalho, o intelectualismo, os esportes, os estudos, a determinação etc.
Todas as religiões do mundo (antigas ou atuais), de uma forma ou de outra, em maior ou menor grau, procuram conciliar estes dois princípios, criando arquétipos de deuses, heróis, semideuses e homens‑deuses. São seres que representam a glória, o poder, a vitória, a beleza, a virtude; em suma, o Amor e o Poder. O fundamento de qualquer religião do mundo é sempre o mesmo e tem dois pilares: o Amor e o Poder.
São símbolos do Amor em várias culturas: o coração, a mulher, o cisne, a cruz, a rosa, as flores, o morango, a pomba, o cordeiro, os anjos, a vagina, a figura materna, a Terra, a Lua etc.
São símbolos da Força em várias culturas: o trovão, o raio, o martelo, o Sol, o homem, a espada, a cruz (em ambos os casos), a á guia, o leão, os heróis, a figura paterna etc.
Na religião cristã, a figura de Cristo representa tanto o Princípio do Amor quando o do Poder.
Porém, em todas as mitologias do mundo, sem dúvida nenhuma é o deus do trovão Thor que melhor representa o Princípio‑Força no ser humano. Existem outros, porém: Júpiter, Zeus, Apolo, Marte, Ares etc.
Eu, portanto, sou um discípulo de Thor (Donner, Donar, Asa‑Thor, Thunder etc).
HEIL THOR! HEIL DONNER!
Nós todos devemos sempre reverenciar estes dois elementos, a seguir:
O AMOR E O TROVÃO

Por Rodolfo

Meus olhos tristes fitam o horizonte.
Vejo o belo nascer do Sol.
Há uma pessoa apoiada em meus ombros.
Ela está muito doente.
Não tenho palavras para expressar o que sinto por ela.
É muito mais do que amor: é verdadeira adoração.
Por ela morreria mil vezes!
Mas não posso fazer nada! Nada!
Eu me sinto o mais inútil dos seres...
Acreditem ou não, eu sou um deus.
Sou o Deus do Trovão. Meu poder é inacreditável.
Para os homens, eu represento a vitória, o poder, a justiça, a glória...
Neste caso, porém, a glória e a vitória me escapam entre os dedos.

Elas, neste caso, nada representam, nada significam.

Meu coração soluça por dentro.

Nunca me senti deste jeito.

Fito os olhos de minha amada e a abraço com força e ternura.

Ela também contempla o horizonte.

Lágrimas caem dos olhos dela e apertam ainda mais o meu aflito coração.

Minha mulher é muito mais do que um ser humano.
Ela é uma deusa. É a deusa do Amor.
Seus olhos azuis parecem ter caído do céu.
E seus belos cabelos loiros parecem fios de ouro puro.
Mulher mais linda do que ela não existe na Terra nem fora dela.
Quando ela estava saudável,
seu sorriso acalmava as tempestades,
curava os doentes e domava as feras mais brutais.
Caro mortal, tu pensas que um deus não pode morrer?
Como sempre, estás equivocado, estás enganado...
A morte é impiedosa e cega.
Um deus morre quando seus adoradores deixam de existir.
Sim! Um deus morre quando os valores que ele representa desaparecem da alma e do coração dos homens.
Como pôde ficar doente, minha inefável deusa?
O que aconteceu com você, doce criatura celestial?
Não! Não! Eu estou muito confuso.
A pergunta é outra, está errada.
Na verdade, o que aconteceu com os homens?
Os humanos somente pensam em guerras.
Eles querem destruir ao invés de construir.
A natureza está sendo destruída e os homens matam seus próprios irmãos da Terra.
Eu só vejo no mundo ódio, dor, desgraça e morte.
A minha nobre companheira sente na carne o ódio e o desprezo de todos eles.
O amor está acabando... O mundo está acabando...
E pior que tudo: minha meiga companheira morre junto com todos que ela ama.
Agora, eu só penso em morrer junto com ela.
Mas eu não posso morrer. Pelo menos, não ainda.
Afinal, eu sou o Deus do Trovão...
Enquanto existir o céu, enquanto existir a tempestade, sempre existirá o trovão.
O destino foi cruel comigo.
Ele me fez apaixonar por uma mulher que está morrendo.
Mas como não me apaixonaria por ela?
Ela é tudo de bom e tudo de belo.
Eu tenho o poder para criar tempestades,
para gerar trovões e relâmpagos,
para engendrar maremotos e furacões,
mas a morte pisa em meu enfraquecido ego.
Eu agora percebo o que sempre procurei negar.
Apesar de ser um deus, eu não sou nada!
Homem, pense: por que tanta vaidade e orgulho se tu és muito menos do que eu?
Tu não tens sequer o direito de beijar os pés de minha amada.
Não és racional? Não és o Rei da Criação?
Que Rei é este que destrói o seu Reinado?
Que Imperador é este que vomita em seu trono e desonra a sua preciosa coroa?
Que Rei é este que despreza os seus súditos e arranca destes coitados sangue e lágrimas?
Tu nasceste para embelezar e alegrar o mundo.
Tu deverias brindar a dádiva da vida espalhando arte, bondade e beleza pelos cinco continentes.
Mas tu só pensas em matar, em guerrear, em prostituir a sagrada Criação...
Homem, volte a amar o teu próprio mundo!
Ame o teu próximo! Ele precisa de tua valiosa ajuda!
Não sois animais! Homens é o que sois!
Eu lhe imploro, homem da Terra, de todo o meu coração,
de toda a minha alma e de todo o meu ser, salve a minha idolatrada companheira!
Poupe‑a de sua fúria insana!
Imagine o sorriso dela alegrando a tua alma depois de um dia infeliz
ou confortando teu dolorido coração após um acontecimento triste.
Homem, tenha piedade do mundo e de ti mesmo!
De súbito, porém, algo ocorre.
Percebo que a cabeça de minha amada cai sobre o meu peito.
Sinto agora o corpo dela tremer.
Suas mãos estão frias e sua respiração enfraquece.
Meu coração desesperado se contorce de dor.
O inevitável aconteceu. Malditos! Malditos!
Ela exala o último suspiro. Está morta!
Beijo sua fronte com ternura absoluta.
Pela primeira vez em milênios, eu choro...
Não há mais nada a ser dito ou refletido.
Se algum dia o Amor florescer novamente no mundo,
uma nova deusa do amor nascerá no Firmamento.
Outro deus se apaixonará por ela.
Em minha mente enstristecida e compungida,
surge agora uma pergunta que nunca calou.
Desde o dia em que me apaixonei pela deusa do amor,
esta pergunta sempre me angustiou e sempre me perseguiu.
Humildemente, eu lhes pergunto, homens da Terra:
quantas deusas vocês ainda irão matar?
E quantos infelizes e apaixonados deuses vocês ainda farão sofrer?
EU TE IMPLORO, HOMEM: TENHA PIEDADE DE NÓS!
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Por José Roberto:

Ó deus do trovão, se me permites um ser homem, a quem maldizes com a tua revolta por matar a tua amada com a desnutrição da sua existência por falta da nossa crença, falar a tua dor e dúvida.
Deixa-me tentar te consolar, e justificar essa “descrença”.
Procurarei dirigir-me a ti que sois um personagem de uma criação e fazer uma alegoria para o teu criador intelectual como representante também dos homens!
Somos seres por demais supersticiosos, com seus momentos de ceticismo e fanatismos, contudo somos muitos transitórios em nossas crenças; transitoriedade essa necessária ao nosso crescimento espiritual, pois duramente aprendemos que não existe verdades absolutas em nossas crenças e sim a necessidade de a absolvermos conforme a nossa capacidade de assimilação, observação essa que ainda não é compreendida entre muitos nós mesmos que nutre a tua existência, que sois o deus do trovão, da força mitológica, gerando as convicções transitórias pela limitação da nossa visão espiritual, e desprezamos os nossos irmãos por não crer como nós outros.
Observas que a tua amada morre perante ti, que declaras impotente no teu poder diante da morte “implacável”; esqueces que o exercício do poder sem o conhecimento proporcional ao seu uso pode ser pernicioso aos desígnios do DESTINO maior, embora não o impeça de atingir os seus fins, por uma força magnética para o progresso natural das coisas.
A amada que verdes “morrer” não passa de crenças bitoladas ao nosso passado do que entendíamos sobre o amor divino. Calma, irei explicar antes que derrames sobre mim a tua cólera por ofender a imagem da tua felicidade e se me compreenderdes iras me agradecer por elevar ainda mais a nobreza da tua amada.
Criamos um deus do amor a nossa imagem e sentimentos egocêntricos que julga a sua criação de acordos com o nosso parco senso de justiça, personalizado-a a nossa imagem e semelhança.
Ó deus Thor, esqueces que além do Olimpo existe lugares celestiais que se preocupa conosco e nos auxilia, coisa que deveria estar ao teu conhecimento, sendo tu um deus que “vela” por nós!!!?, Tentarei ser mais sutil para não ofender-te.
Esses seres habitantes deste Parnaso celestial, desconhecidos de ti, vendo o nosso ceticismo provocado por nós mesmos diante do comércio da graça para com os deuses, viu a necessidade de esclarecimentos para aqueles que busca em espírito e verdade, a luz da verdade pura, que os nossos líderes religiosos moldaram ingenuamente ou por interesses escusos sem medir a gravidade da obliteração do progresso que Ela conduziria se fosse revelada como na sua verdadeira origem e também por culpa nossa que a aceitamos por comodidade, conivência ou temor irracional das ameaças que era feita a quem não a aceitasse.
A verdade, essa definição tem um aspecto gradual de compreensão de caráter infinito, compreensão essa que não contradiz com a anterior, apenas a esclarece sobre um novo e verdadeiro prisma, como um diamante bruto que sendo lapidado se torna mais brilhante, com uma grande diferença, o diamante é uma comparação bruta em relação a nós, por quanto a verdade é o cinzel que nos lapida para se mostrar a nós, para a absorvermos com melhor discernimento.
A tua amada morreu, para ti e para alguns de nós que não a vê mais com os aspectos sentimentais ditos acima, e ao mesmo tempo vive para aqueles que te dão a vida com a visão de uma vitória irrisória de donos da verdade, achando que o sectarismo religioso que combate as outras visões do amor que tem o propósito do bem para os homens não é “valido” por não pensarem como eles, e conseqüentemente estreitam a grandeza da tua amada que esta acima, (aspecto esse que também não atingiste ainda) destas picuinhas terrestres; que não dá privilégios quem a quer ter como propriedades egoísticas.
Se quereres a tua amada como a vês, busca os obliterados, os acomodados e os brutos voluntariosos que se mantém estagnado neste deus, mais humano que divino, que castiga e condena a eternidade seus adoradores primitivos, e apegados à forma e a o efeito em vez da causa primária de todas as coisas.
Por final e não definitivo eu também luto com essas raízes filosóficas de crença, para abraçar a nova revelação em crescente progresso, luto com as minhas acomodações frívolas de comportamento em descrédito a uma luz que já não me é tão absurda e blasfematória como a tinha no início que me foi dada.
Buscas também essa luz, e ampliara o teu poder e transitaras entre os homens primitivos e os que avançam, sem os amaldiçoares por ver a tua amada com os olhos da verdadeira beleza que se veste. E os auxiliaras a se erguer na estrada da evolução.
Dos homens que desprezas, se ainda não me compreendestes ou agora que estais a refletir, hei o que tenho a te dizer: refletes no que pedistes em ter piedade de vós, por querer que viva uma imagem limitadíssima deste amor que tanto dissestes ser linda e “infinitamente bela” esse amor limitado, se me amaldiçoas e por que te vanglorias com o temor dos homens com o fenômeno do reboar do teu trovão, fenômeno já desvendado a sua causa.
Isto é uma pequena amostra do que estar por vir a ser revelada a humanidade.
Ergue a fronte Ó deus Thor e veras que estais diante de deuses, que antes se limitavam com essa vida transitória a que chamais de mortais, somos muito mais do que a vossa vaidade não deixa ver, a vaidade que proliferava em ambulância nos povos politeístas, que queria demonstrar que o seu deus particular era mais poderoso que o do outro. E verás que o teu próprio nome te prende a um passado que servirá somente aos que vem de mundos mais primitivos, que agora ainda persiste em existir por pouco tempo.
Um simples... Zé
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Heilsa!
Caro e bravo guerreiro odinista José Roberto, tuas nobres palavras fizeram o meu coração, o coração poderoso do Deus do Trovão, conhecer a crueldade da dúvida.
Sinto lampejos de Verdade por trás de tuas nobres palavras. Porém, minha existência é tão real no inconsciente dos homens quanto a realidade de Cristo ou de Jeová.
Eu sou um deus completo. Como os homens, eu tenho minhas qualidades e fraquezas. Minha sexualidade, porém, não é negada como a dos deuses de outras religiões.
Eu sempre existirei, seja no passado, seja no presente ou seja no futuro, pois sou um arquétipo da humanidade. Eu sou tão real agora quanto o fui no passado. Eu sou tão real agora quanto Cristo o é, independentemente da evolução dos povos que acreditam em mim ou que acreditam nele.
Se eu sou um mito, Cristo também o é. Se meu pai Odin é um mito, Jeová também o é. Um único deus do Oriente Médio não é menos verdadeiro do que um conjunto de Deuses Indo‑Europeus.
Por que devemos dar mais crédito a um deus do Oriente Médio, ao invés de darmos crédito a um ou vários Deuses verdadeiramente ocidentais e que fazem parte das raízes culturais mais antigas do povo europeu? Eu sou real aqui e agora, no passado, no presente e no futuro.
E LEMBRE‑SE SEMPRE, CARO GUERREIRO: Quando as valquírias um dia te arrebatarem gloriosamente de Midgard, eu estarei te esperando em Asgard para tomarmos uma cerveja retirada diretamente do barril predileto de meu grande pai Odin. E brindaremos juntos a tua notável bravura em vida, uma bravura que não é reconhecida por muitos poderosos e invejosos que têm o despeito e a maledicência em alta conta.
Abraço
Heil Odin! Heil Wotan! Heil José Roberto!
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Ó ser “arquétipo da humanidade”, estais entrando em um campo por demais arriscado para vós, ao afirmar a tua real existência em comparação com o Deus dos deuses.
A humanidade por excelência é criadora de arquétipos, pela polemicidade de opiniões e crenças como disse anteriormente, porém, poderás existir em uma dimensão além de nossa compreensão, sois o fruto das nossas formas pensamentos, que em coletividade pode adquirir uma maior consistência pela qualidade que a damos, consequentemente tua personalidade se limita ao que lhe atribuirmos.
Surgiste-te dos povos nórdicos, que já se extinguiram a eras passadas e a sua cultura são resquícios que chegam até nós de forma difusa, e a mensagem colocada em tua boca por nós não acrescenta nem por longe a harmonia que o Cristo pregou a humanidade.
Sei que debates diante da extinção da tua existência, não temas, serás sempre o que és porquanto servires de alguma forma, para a grande construção desta mesma humanidade que te deu a vida, e quem sabe, o que o verdadeiro Deus tem reservado para ti?
As palavras do teu autor intelectual, na narração da morte da tua amada confirma o que te digo. Estais no patamar de alguns personagens por nós muito cultivado principalmente no comercio, acaso te encontras-te com o Noel?
Afirmarei-te, de uma forma mais científica; toda a matéria que existe no universo ou que supostamente está por ser criada, isto pois que o nosso Deus não cessa a sua criação, é o elemento que utilizamos para moldar as nossas idéias. Umas das concepções do poder do nosso Deus é que nós somos sub-fruto do seu pensamento, concepção essa que está imperfeitamente expressa pois se conclui que a matéria retirada para se conceber esse “pensamento” que é o nosso pequeno universo veio de outro universo, quem o teria criado? Com isso, poderás ver que a nossas palavras são muito parcas para definir a grandeza desse Deus incriado.
Poderei tomar uma cerveja ou duas, junto com, teus correligionários, apenas como intuito de conhecer de perto o fruto do arquétipo da humanidade, e assim louvar mais ao meu Deus por permitir que vivas das mentes de seres tão pequenos que somos nós, eis uma das maravilhas que Eles nos tem a mostrar.
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Heilsa!
Caro e valente guerreiro José Roberto, eu respeito muito tuas sinceras opiniões, mas insisto em afirmar que o meu pai Odin é o mais poderoso entre todos os Deuses. E nenhum Deus do Oriente Médio é capaz de transcendê-lo.
Segue em anexo uma foto real tirada de uma valquíria durante uma materialização no plano físico (Suécia, século XIX).
Que os Ases e os Vanes te protejam hoje e sempre!
Abraço
Heil Wotan! Heil Odin! Heil Frigga! Heil Sif! Heil Thunder!